


Quer ver mais? Vai no orkut do grupo. O endereço? Aí do lado, na barra à tua direita...Criart Teatral
VANESSA BRANDÃO Boa Vista é a única Capital brasileira que não possui um teatro ativo. O Carlos Gomes, que há muitos anos vinha funcionando precariamente, está fechado para reforma desde o mês de março. A Secretaria Estadual de Infra-Estrutura (Seinf) ainda está na fase de levantamento do que vai ser feito para que o local volte a funcionar com a estrutura adequada. Não há previsão para o início da obra, quem vai executar ou quanto vai custar. A fachada do prédio já denúncia as condições precárias. Ripas de alumínio estão despencando por cima do letreiro com o nome do teatro, que faz parte do patrimônio histórico de Roraima. Dentro do teatro a destruição é ainda mais visível. A madeira do palco está em péssimas condições, refletores estão quebrados e muitas cadeiras também. A pintura das paredes esta descascada por dentro e por fora do teatro. A fiação interna fica exposta e a sala de som transformou-se em depósito de entulhos. O lugar foi fechado após o Corpo de Bombeiros ter emitido um laudo apontando riscos de desabamento do teto, por causa de problemas com cupins. A diretora do Departamento de Cultura, Laury Rosa, disse que a reforma sai ainda em 2008. Questionada sobre o que ela sente sendo diretora de um departamento de cultura em um Estado que não possui um teatro, ela responde que entende a necessidade de se buscar resolver o problema. Ela contou que o Carlos Gomes passou 12 anos sem manutenção e que quando assumiu, em 2004, a necessidade de reparos já foi apontada. “Já temos um projeto de reforma, que inclusive já foi apresentado para as companhias de teatro. Vamos ter um teatro de verdade que atenda todas as necessidades para acolher um espetáculo”, disse. O secretário estadual de Educação, Luciano Moreira, afirmou que a reforma no Teatro Carlos Gomes tem que ser geral, por causa do estado de deterioração. “Nós estamos usando o Palácio da Cultura como opção”, disse. HISTÓRIA - O Teatro Carlos Gomes nasceu em uma pequena sala do então Grupo Escolar Lobo D´Almada, com apenas 19 lugares. A historiadora Meire Saraiva, chefe da Divisão de Patrimônio Histórico, conta que em 1958, sobre a direção de Jacobed Cavalcante, o teatro abriu espaço para a instalação da Rádio Roraima, que tinha como funcionário José Maria Barbosa. Só em 1962, no governo de Clovis Nova e direção de Áureo Cruz, o teatro passou por uma grande reforma, quando passou a ter 250 lugares, palco ampliado, área administrativa e estúdios. Em 1967, o jornalista Laucides Oliveira implantou uma idéia inovadora, criando o Cine Rádio Roraima, que devido aos altos custos de produção não durou por muito tempo. Depois disso, o Carlos Gomes foi fechado e só voltou a funcionar em 1988, abrigando algumas atividades culturais escolares até 1990, quando foi novamente fechado. A penúltima reforma superficial aconteceu no primeiro governo de Neudo Campos. Dirigente de federação afirma que RR precisa de ‘teatro de verdade’ O vice-presidente da Federação de Teatro de Roraima, Márcio Sergino, disse que o Palácio da Cultura não é um local próprio para espetáculos teatrais e que é preciso sensibilizar o poder público para usar os espaços ociosos da cidade para a construção de um novo teatro. “É uma idéia antiga, lançada pelas companhias de teatro, transformar o antigo galpão da Cobal, um prédio abandonado, em uma grande casa de espetáculos. É preciso saber agir de forma inteligente e saber usar os espaços ociosos”, disse. Márcio chegou a Boa Vista nos anos 90 e disse que dessa data até 1992, o Carlos Gomes já estava fechado. Logo em seguida, o espaço foi reaberto e lá foram desenvolvidas algumas atividades e fechou novamente. “A verdade é que nós nunca tivemos um teatro de verdade nessa cidade. O Carlos Gomes nunca passou por uma reforma de verdade, trocavam refletores, arrumavam bancos, o jardim e diziam que a reforma foi feita. Aquilo é uma sala de espetáculos tapeando todo mundo”, criticou. O artista fez duras críticas ao governo por ainda não ter implantado no Estado uma Secretaria de Cultura. “A nossa Secretaria de Cultura aqui em Boa Vista se chama Sesc. É ele que mobiliza a cultura em Roraima e nos oferece um espaço onde as coisas acontecem”. Ele disse que as seis companhias de teatro representadas pela Federação nunca dependeram do Teatro Carlos Gomes para desenvolver seus trabalhos e que o prédio deveria ser derrubado e no local construído um “teatro de verdade”. “Hoje movimento teatral está na expectativa da inauguração de um grande teatro no Sesc, no Mecejana. Um local com todas as condições para receber os artistas locais. Nós estamos produzindo bastante, com verbas federais e também através da lei de incentivo à cultura do Estado. As coisas estão acontecendo”, afirmou. | |
Dar asas à imaginação, a partir da arte de dobrar papel. A técnica milenar japonesa é tema da 2ª oficina de Origami, promovida pela Associação Cultural Artística Locômbia Teatro de Andanças, no Centro de Cidadania Nós Existimos, na avenida Floriano Peixoto, 402-B, Centro. As inscrições começam nesta segunda (2) e encerram na sexta (6).
A oficina será ministrada de
De acordo com o coordenador do grupo Locômbia, Orlando Moreno, a prática de origami proporciona benefícios à concentração, motricidade, criatividade, além de tranqüilidade para a mente. "Essa prática é indicada, por exemplo, a crianças hiperativas. Por meio da técnica, elas ficam mais tranqüilas e com memória mais aguçada", disse.
Para efetuar inscrição é necessário pagar taxa de R$ 50. Ao final da oficina os participantes recebem certificado. As aulas ocorrem no espaço 'Chico Mendes', no Centro de Cidadania Nós Existimos e turmas serão divididas conforme a faixa etária.
Do site do Sesc RR
Quatro grupos de teatro de Boa Vista participam a partir desta terça-feira (3) do projeto Dramaturgia - Leituras em Cena, desenvolvido pelo Sesc. O evento acontece até sábado, 07, no Espaço Multicultural Sesc Centro, sempre a partir das 20h, com entrada franca.
O coquetel de abertura acontece nesta terça-feira, a partir das 20h. Na ocasião, haverá um encontro com os diretores, que farão um diálogo sobre o processo de construção das leituras. Também será aberta a exposição fotográfica de Artes Cênicas e Dramaturgia, do fotógrafo Marcelo Seixas.
O Projeto visa estimular a prática de leitura de textos teatrais, mais propriamente, oportunizar o ritual de ouvir/ver leituras encenadas de textos inéditos e consagradas da dramaturgia nacional e internacional.
“Mais do que reunir atores e diretores em torno de textos teatrais buscando apontar as suas potencialidades cênicas, pretendemos, isto sim, sinalizar a urgência de se rever o lugar da dramaturgia no teatro contemporâneo”, afirma Karla Raskopf, coordenadora do Núcleo de Cultura do Sesc.
O projeto, segundo Karla, pretende ir além da leitura superficial ou “impostada”, daquele tipo de leitura em que o ator/leitor mostra boa dicção, mas que não toca o coração do texto e, consequentemente, não toca o ouvinte/espectador. Não pretende, também, lançar mão de recursos cênicos que acabem por ofuscar aquele que é o objeto e protagonista do projeto: O Texto Teatral.
“Trata-se de um jogo, um quebra-cabeça, visando mensurar a resistência ou a pertinência deste ou daquele texto, separando o permanente do aparente e revelando aquilo que seria a essência dramatúrgica”, revela.
Evidentemente que este jogo de ampliação dos sentidos, implícitos e explícitos, existentes nos meandros da significação do texto teatral, é uma singular tarefa de leitura prepositiva do diretor feita com a colaboração do seu elenco.
Cronograma de Apresentações
03 de junho - 20h
Coquetel de abertura do projeto Dramaturgia Leituras em Cena
- Encontro com os diretores dialogando sobre o processo de construção das leituras;
- Abertura da exposição fotográfica de Artes Cênicas e Dramaturgia do fotógrafo Marcelo Seixas.
Dia 04 de junho - 20h
Cia. Locômbia Teatro de Andanças
Texto: Beckett - Não há muita coisa para falar
Autor: Ricardo Bandeira
Direção: Coletiva e Colaborativa
O Grupo Locômbia Teatro de Andanças nasceu no auge dos anos 80, na Colômbia, onde a característica mais firme era de uma Direção e Criação coletiva, onde todos os membros do grupo colaboravam no processo de criação da montagem, com uma dramaturgia própria.
No longo destes anos o Grupo Locômbia já montou diferentes peças, muitas, já apresentadas ao público boa-vistense, através da Mostra SESC Macuxi de Artes, Praça dos Artistas, entre outros eventos. Assim destacam-se as principais peças: “La balada de los Tarros”, “
Do texto: No monólogo Beckett ou Samuel Barclay Beckett como protagonista caminhando pela vida, de casaco e sua bolsa dependurada, ele conta parte de sua vida com referência a seus textos, poemas e peças teatrais, revendo seus personagens e lembrando suas amizades como James Joyce, Molloy e Matone, entre outros.
Ficha Técnica:
Samuel Barclay Beckett - Beatriz Brooks
Dia 05 de junho - 20h
Cia. Criart
Texto: O Poeta e a Musa Esse Louco Processo de Criação.
Autor: Jean Queiróz
Direção: Kaline Barroso
Kaline Barroso é atriz, diretora teatral, professora de artes e canto coral da rede pública de ensino. Dirige o Criart Teatral Grupo de Teatro, desde sua fundação em 2001. Entre outros trabalhos estão “Os Monólogos de Vagina”, “O Chapeuzinho Vermelho”, “Confissões”, “Pluft O Fantasminha”, “Sob um Céu de Poesia”, etc. Recebeu ter prêmios de interpretação e dois na área de Arte Educação. Apesar de ter diversos trabalhos voltados a todas as idades, destaca-se pelos trabalhos dirigidos para o público infantil, atualmente está dirigindo o espetáculo infantil “João e Maria” com estréia prevista para agosto de 2008
Do texto: Duas almas entregues ao delírio do amor, da existência, da arte, um poeta, uma atriz, uma estranha atração, um vicio, uma saída para escapar da realidade e entregar-se plenamente aos sonhos essenciais, a quebra de todas as regras através da imaginação. Dois personagens a procura de um sentido pro mundo de volta, vivem uma relação cheia de tortura, alternadas com surtos de fúria, o limite entre a fantasia e o real, o caos e o lúdico, a busca e o desencanto, o teatro e a poesia no limite, o teatro e a poesia no limite da loucura.
Ficha Técnica:
Musas: Jayne Cardoso, Celis regina, Cecília Monteles, Karen Barroso, e Lana Francis.
Poetas: Marcelo Caliri, Willian Rangel, Mateus Ferreira, Thiago Pharias e Rubens Ribeiro.
Dia 06 de junho - 20h
Cia. do Lavrado
Texto: As Criadas
Autor: Jean Genet
Direção: Graziela Camilo
O primeiro contato com o teatro foi em 1995, aos 11 anos, no SESC - Centro
Em 2002 ingressa na Faculdade de Artes do Paraná para cursar Artes Cênicas, curso que foi abandonado em virtude da mudança para Boa Vista, em 2004.
Em uma oficina de linguagem cinematográfica no SESC-RR, conhece o ator e diretor Marcelo Perez, que posteriormente a convida para integrar a Cia. do Lavrado, da qual faz parte até hoje.
Do texto: Nesta peça, escrita em 1947, o dramaturgo e romancista francês Jean Genet explora as relações de poder no universo doméstico, através das personagens Claire e Solange as criadas, e sua patroa Madame.
O artificialismo das relações beira o insuportável, e Madame, preocupada demais consigo mesma, nem desconfia dos sentimentos negativos que suas criadas nutrem por ela, nem das armações que fizeram para afastá-la de seu homem, o Doutor.
A trama envolve um complexo jogo meta-teatral no qual Claire finge ser Madame, enquanto Solange desempenha o papel de Claire, e, desta forma, as personagens revelam suas facetas menos escrupulosas.
Ficha Técnica:
Cora Rufino Claire
Sony Ferseck Solange
Graziela Camilo - Madame
Dia 07 de junho - 20h
Cia. Arteatro
Texto: Navalha da Carne
Autor: Plínio Marcos
Direção: Marcio Sergino
Márcio Sergino Criador e diretor da Companhia Arteatro que desde 1993 vem investindo na busca da identidade do seu teatro e de um formato verdadeiro de viver e se envolver cada vez mais nesse universo de busca, que também faz parte do jogo. Como vice-presidente da Federação de Teatro do Estado, quer fazer crescer a idéia do teatro como veículo estimulador do acesso, do aluno com a literatura e formação do ser, crítico.
Do texto: Um flagrante íntimo no universo de uma prostituta (Neusa Sueli). O cafetão (Vado), e um gay (Veludo), onde a força das circunstâncias os coloca frente a frente, num embate contextualizado por ela e levando-a, a assumir mesmo com toda a angústia, os ditames da sua prosaica realidade.
Ficha Técnica:
Vado: Vitor Souza
Bárbara Monteiro
Denise Pontes
Marcelle Grécia
Baronso Lucena
Silmara Costa
Neusa Sueli: Camila Bessa
Veludo: Silmara Costa