terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

BANQUETE TEATRAL

O BANQUETE TEATRAL é uma ação realizada pelo coletivo de artistas que compõe a FETEARR - Federação de Teatro de Roraima e que consiste em apresentações de cenas curtas teatrais em praças públicas do Estado de Roraima. Visa garantir o acesso da população ao cenário teatral.

As próximas etapas do Banquete Teatral:

28/02/09 - Nova Cidade

27/03/09 - Ação na Praça das águas

16/05/09 - Baliza

08/08/09 - Mané Garrincha

14/11/09 - Germano Augusto Sampaio

Sempre às 20h.

Apareçam! Participem!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

PROGRAMAÇÃO 2009

EM BREVE A PROGRAMAÇÃO 2009
DA FEDERAÇÃO DE TEATRO DE RORAIMA - FETEARR.
FIQUEM LIGADOS!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Locômbia apresenta nova peça

O grupo Locômbia Teatro de Andanzas apresenta -se neste sábado, 6, na Praça das Águas. As encenações de O Mágico e a Marionete são gratuitas e abertas a públicos de todas as idades. O novo trabalho dos atores recebeu a Bolsa de Incentivo a Números Circenses, oferecida pelo Ministério da Cultura e a Funarte em parceria com a Fundação Athos Bulcão.

A primeira apresentação desta semana foi na escola municipal Arco Iris (rua L-12, nº 53, Paraviana) nesta sexta-feira, às 10h30. Às 16h, o grupo esteve na escola estadual Maria dos Prazeres Mota. No sábado, às 20h, o Locômbia atuará na Praça das Águas.

O Mágico e a Marionete será encenado 10 vezes em dezembro, uma delas na comunidade indígena Canuani, município do Cantá. Com uma linguagem lúdica, a peça aborda o tempo em que famílias de saltimbancos iam de praça em praça levando diversão ao povo. O elenco é formado por Jorge Orlando Moreno, Beatriz Brooks, Thiago Farias e Shanti Ram (filho de Orlando e Beatriz).

A peça

Em um triciclo-circo chegam o Mágico, o aprendiz de Mágico, o Pierrô e o palhaço Augusto, apresentando seus números de acrobacia, fitas, malabares, mágicas e corda. Também aparece uma marionete viva que, dançando, fica apaixonado por uma moça da platéia e tenta liberar-se para escapar do circo. Além da bolsa da Funarte, a peça é apoiada pelo jornal Roraima Hoje, Federação de Teatro de Roraima e o restaurante Marina meu caso.

Programação

Na próxima semana o grupo estará na comunidade Canuani, (dia 10, às 10h30), escola Vitória Mota Cruz (dia 11, às 10h30), bairro União (dia 12, às 20h), escola municipal Edsonina de Barros Vila (dia 13, às 10h30), praça Mané Garrincha (13, às 20h) e bairro Raiar do Sol (dia 14, às 10h30).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

TEATRO DO OPRIMIDO

Nos dias 28, 29 e 30/11 a Cia. do Lavrado esteve presente no Centro de Teatro do Oprimido, no Rio de Janeiro. Os atores Marcelo Perez e Renildo Araújo participaram do Módulo I da oficina que é ministrada pelos Curingas do CTO-RIO. Foram três dias de experimentações, vivências e muitas trocas riquíssimas para o teatro de Roraima.

O formato da oficina proporcionou aos atores da Cia. do Lavrado participarem do processo de montagem de uma cena de Teatro Fórum, uma das técnicas do Teatro do Oprimido, em que o público diante de um conflito real tem a oportunidade de sugerir alternativas para a resolução do conflito. O espect-ator, como eles chamam, sai da condição de platéia e passa a experimentar em cena o que mais tarde pode ser utilizado na vida real.

A Cia. do Lavrado desde 2006 experimenta as técnicas criadas pelo teatrólogo Augusto Boal, criador do teatro do Oprimido, no seu trabalho de prevenção às DST/HIV/AIds. O espetáculo Quem disse que a decisão deve ser dele? é baseado nesta metodologia. Este espetáculo já foi apresentado nas penitenciárias masculina e feminina, postos de saúde, instituições de ensino, abrigos, projetos sociais da prefeitura de Boa Vista, maternidade, hospitais, Faculdades, na UFRR e pelas ruas e praças de Boa Vista.

A idéia da Cia. do Lavrado é desenvolver cada vez mais esta linguagem dentro do seu trabalho de prevenção, por isso a ida de dois integrantes para a oficina do CTO-RIO. Sabemos das dificuldades encontradas no que diz respeito a capacitação na área de teatro em Boa Vista e acreditamos ser de extrema importância e urgência a participação de integrantes de grupos de teatro em oficinas fora do estado de Roraima.


CTO - RIO / TEATRO DO OPRIMIDO
Tel: 021 2232 - 5826

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ENCONTRO DE TEATRO DE RUA EM SÃO PAULO

Amir Hadad entre seus seguidores
Foto: Uma linda mulher que passava por ali...

Por Marcelo Perez

Cia. do Lavrado


Este final de semana (14, 15 e 16/11) em São Paulo foi muito rico em vários aspectos. Desde o início da semana passada estava acontecendo a 3ª Mostra de Teatro de Rua de São Paulo. Quanta experiência bacana eu pude presenciar. Os caras conseguiram reunir através da internet, do grupo de discussão, uns 100 artistas de teatro de rua. O circo também tava presente.
Como em toda Mostra ou Festival, sempre tem alguma atividade extra. E a reunião da Rede Brasileira de Teatro de Rua – RBTR aconteceu nos três últimos dias da Mostra. Os grupos que participavam da Mostra se juntaram a nós e ficou muita gente discutindo política cultural e teatro de rua.


Fiquei muito impressionado com o poder de articulação da Rede que faço parte hoje. A RBTR tem uma existência recente e conseguiu reunir em São Paulo articuladores de 18 estados da federação pra discutirem teatro de rua. Que fique claro, ninguém tava representando nenhum estado. Eles criaram uma dinâmica de funcionamento bem legal. A RBTR não tem hierarquia. É uma rede que funciona de baixo pra cima, de dentro pra fora, todo mundo diverge, mas conseguem priorizar o teatro de rua.


Na sexta teve a abertura, no qual todos os articuladores dos estados, isso mesmo, o termo usado é este. Qualquer pessoa de qualquer estado pode ser um articulador da rede, é só ir à reunião e entrar na rede virtual de discussão. Não existem representantes. Durante as apresentações pude perceber que a realidade dos outros estados não é muito diferente da realidade do estado de Roraima. A dimensão é que é outra. Quanta vivência interessante. Até mesmo as dúvidas são muito parecidas.


No final da manhã do sábado recebemos uma ilustre visita. O Amir Hadad, do Grupo Tá Na Rua/RJ. O cara simplesmente foi ovacionado. Todo mundo de pé, aplaudindo o mestre do teatro de rua no Brasil. Ele entrou e sentou-se. Depois de um momento de silêncio ele começou a falar. Disse que quando tava no elevador pensava que se ele entrasse ali dentro e não fosse aplaudido seria uma merda. Afinal de contas, ele sabia que era uma figura importante. Dedicou a vida ao teatro de rua. Sua saúde não estava nada legal. Mas ele fez questão de estar ali. O coração dele tá com uma bandeira de trégua, a pressão alta e mesmo assim ele disse isso tudo. Os artistas se emocionaram com a sua fala e o Amir também, é claro. Foi um momento bem legal. Como um ritual.


O Amir falou muita coisa, com um discurso extremamente político. Muito forte mesmo. Fez um alerta de que o mundo tá ruindo. Que desde o 11 de Setembro que o mundo começou a despencar e com isso, o teatro de rua tem um papel contemporâneo nessa sociedade em processo de implosão devido ao sistema capitalista. O teatro de rua tá mais vivo do que nunca. Acredito que essa rede, que apesar de nova, já se mostra muito mais articulada do que as outras redes. Até mesmo do teatro. Um discurso libertador.


Na parte da tarde continuou o mesmo esquema de apresentações. No domingo, discutimos propostas para serem entregues na parte da tarde pro representante do MINC. A presença do cara do MINC foi fundamental pra que a articulação evoluísse. A urgência por mudança fez com que os artistas encontrassem rápidas decisões. E todas bem discutidas, articuladas dentro do grupão. O cara veio à reunião no intuito de discutir o Plano Nacional de Cultura, mas acabou que levou um monte de reivindicações pertinentes aos anseios da rede. As questões ditas de governo foram resolvidas com tranqüilidade e sabedoria. A Rede Brasileira de Teatro de Rua tá sabendo muito bem o que deseja. Então, não foi difícil.


Conseguimos terminar o dia com uma carta direcionada ao MINC, que foi feita ali, na hora. Uma comissão muito competente composta por artistas de vários estados se reuniram e integraram as idéias que foram discutidas e sugeridas na reunião. Foi show de bola.


Além da política cultural discutimos também o fazer. E foi muito importante. Uma troca valiosa de experiências com teatro de rua em diversos estados do Brasil. Um encontro organizado, com uma equipe responsável e pilhada pra que tudo corresse bem. Não faltou nada. Até festa teve. É, porque confraternização era a todo momento. A cada almoço, café da manhã, durante a cerveja do boteco, estávamos sempre discutindo teatro de rua, nos articulando bastante e nos conhecendo. Não estávamos ali para perdermos tempo.


É preciso urgência, a Rede Brasileira de Teatro de Rua veio pra ficar e fazer a diferença. Foi muito bom saber que existe muita gente fazendo teatro de rua no país. Que os próximos encontros sejam melhores ainda. E que tenha sempre esse espírito inclusivo que eu senti nesse encontro.


Viva o Teatro de Rua!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

YAMIX



Foto: FMRezende

Na sexta passada (31/10) foi o encerramento do YAMIX, evento promovido pelas Universidades Estadual e Federal, Faculdades Cathedral e Atual e o CEFET. Foi uma mostra de expressões artísticas. A Cia. do Lavrado foi a vencedora da Mostra competitiva de Teatro, com o espetáculo Homens, Santos e Desertores, de Mário Bortolotto. A banda SOMERO venceu a categoria música, a artista plástica Roberta foi a vencedora das artes plásticas, o poeta Aírton Vieira o vencedor da categoria literatura. Ainda teve homenagem para a melhor atriz, e quem ganhou foi a atriz que fez a personagem Severina e melhor intérprete para uma menina muito talentosa e que me deixou de queixo caído, mas infelizmente não lembro seu nome. A banda dela se chama Por Acaso e arrebentou. O guitarrista é fera e a batera, Rosita, mandou muito.



O YAMIX foi um evento de grande relevância, pois tinha o propósito de discutir a possibilidade de implantação de um curso de artes em Roraima. Sabemos que outras forças nos conduzem à outra direção, mas pelo menos houve mais uma discussão.



A Cia. do Lavrado está em cartaz na cidade com o espetáculo Homens, Santos e Desertores. Quem não assistiu, compareça no próximo sábado. O serviço tá aí embaixo.



HOMENS, SANTOS E DESERTORES




DIA: 08/11
SÁBADO, às 20h.




LOCAL: Centro de Cidadania Nós Existimos
Rua Floriano Peixoto, 402 - Centro
BOA VISTA / RR
Em frente à Orla Taumanan, ao lado da Escola São José.

Texto: Mário Bortolotto
Direção: Graziela Camilo
Elenco: Marcelo Perez e Renato Barbosa
Música: Gilson Larialp
Desenho de luz: Renato Barbosa
Operador de luz: Ivan Andrade




Estamos aguardando você!



Marcelo Perez / Cia. do Lavrado

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O teatro andarilho

Por Edgar Borges


A turma do Locômbia Teatro de Andanzas chegou há três anos em Boa Vista, bebeu água do Rio Branco e decidiu fincar raízes na terra de Macunaima. Recentemente agraciados pelo Ministério da Cultura com verbas do projeto Carequinha de Incentivo ao Circo, Orlando Moreno e Beatriz Brooks preparam um novo espetáculo com temática circense. O grupo é filiado à Federação de Teatro de Roraima, coletivo de atores formado em janeiro de 2007 com a participação de seis companhias teatrais. Nesta entrevista, feito por e-mail, Orlando fala um pouco sobre o espetáculo, a vida em Boa Vista e o trabalho de ator.

O Locômbia está preparando um novo espetáculo com patrocínio da Funarte. Qual será a temática da peça e quando pretendem estrear?

Orlando Moreno - Preparamos O mágico e a marionete, quadro curto de circo com técnicas de pernas-de-pau, teatro não verbal, mímica acrobacia e mágica, para espaços não convencionais. É a historia de um mágico gigante com um triciclo que chega numa cidade carregado de muitas surpresas, entre elas una marionete que dança e se mexe com alegria. Estamos retomando as historias dos circos mambembes.





Este espetáculo terá apresentações somente em Boa Vista ou há intenção de rodar pelo Interior?

Orlando Moreno - Pretendemos estrear na primeira quinzena de dezembro, em diferentes lugares de Boa Vista, com muitos desejos de apresentar também no Interior, se chegamos a ter possibilidades.


O grupo Locômbia é praticamente uma companhia familiar, formada por você, sua esposa, a atriz Beatriz Brooks, e o seu filho. Qual é a melhor e mais complicada parte de trabalhar parentes tão próximos?

Orlando Moreno - Para esta montagem, convidamos o ator dançarino Thiago Farias para o papel de marionete. Ou seja, estamos abrindo espaço para mais colaboradores. Nós viajamos juntos há mais de 20 anos fazendo exclusivamente teatro. As energias são canalizadas para este fim, com a vantagem de existir o amor entre nós. Há sete anos chegou Shanti Sai, nosso filho, para nos acompanhar e questionar nesta arte-vida.



Como surgiu o Locômbia?

Orlando Moreno - Locômbia surgiu no ano de 1981 (em Barranquilla, Colômbia) entre poetas, escritores, fotógrafos, músicos e mímicos, com o tempo só ficaram os mímicos, que continuaram a tradição de criar nossa própria dramaturgia inspirados nas realidades das culturas que visitamos....



Quando vocês vieram parar em Boa Vista?

Orlando Moreno - Chegamos há três anos, vindos de Campinas, São Paulo, depois de atravessar o pais de sul a norte em procura de uma cidade tranqüila e imaginada, fugindo das metrópoles e selvas de cimento


A receptividade do público da cidade tem sido boa?

Orlando Moreno – Sim, é um povo ávido de cultura, com necessidades muito grandes de ver novas técnicas e nova cultura. É mentira que aqui não tem cultura. Tem e muita que ainda não tenha sido reconhecida,

nós queremos lutar por isto, sentimos que somos parte da

Amazônia.





Qual foi o melhor momento da história do Locômbia em Boa Vista?

Orlando Moreno - Ate agora ter ganho o edital da Funarte, porque sentimos que começamos a ser reconhecidos como trabalhadores da cultura aqui em Boa Vista.


E o pior?

Orlando Moreno - Diferenças filosóficas com pessoas da mesma área


Quais outros planos o grupo tem para os próximos meses?

Orlando Moreno - Continuar nosso movimento vida-arte, criando novas peças, procurar por um espaço próprio para abrir nossa escola-laboratório do Projeto Norte, como também compartilhar nossa arte-vida com toda pessoa que quiser. A cultura é um direito que as pessoas têm que exigir!



Para ver o repertório atual do Grupo, navega aqui.